Algumas pessoas não sabem simplesmente amar. Amar aceitando os erros, os defeitos, as diferenças, as individualidades do outro.
Para essas pessoas o seu amor tem um preço exato.
Se você não for exatamente o que eles querem que você seja não será amado.
Esse tipo de amor é doentio, faz mais mal do que bem.
Reduz o ser amado a um objeto sem vontade própria que sofre dia após dia por saber que nunca será o que queriam dele.
Impor condições para se amar alguém é cortar as asas daquele que se diz amar.
É machucar quem estupidamente tenta ser amado.
É não sentir, mas escolher o sentimento, você ama se ele for como você, se fizer o que você faria, se seguir o que você indicar.
Ah... Mas se essa pessoa se rebelar, se essa pessoa tentar ser ela mesma e tentar viver pela primeira vez, ela imediatamente se tornará um pária e perderá o que acreditou ser amor.
O amor condicional é muito pior que o ódio, a ira ou a inveja.
É pior porque aquele que o dá tem a certeza de que está dando algo bom quando na verdade está destruindo outro ser humano que não se dobra a sua vontade.
É muito triste quando acordamos e percebemos que nunca seremos aceitos e muito menos amados se decidirmos viver a nossa vida. Sempre faltará uma parte de nós.
Mas chega um ponto em que por mais que você queira se iludir com esse falso amor, você sabe que precisa crescer e abrir mão do que sempre te fez mal.
Um amor que te oprime, que te destrói aos poucos, um amor que você nunca conseguirá atingir porque você não consegue mais fingir ser quem você não é.
Um amor que te impõe ter segredos, não mostrar quem você realmente é porque sabe que jamais será aceito.
Amor que você aceitou por tantos anos e ficava muito feliz ao fingir ser quem não era porque isso era exatamente o que o seu pai e a sua mãe queriam que você fosse.





