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sábado, 30 de agosto de 2008

Devagar para não machucar o coração

O destino tem o dom de me pregar peças.
Eu não disse que não queria ficar com ninguém além "dele" no momento?
Como é que esse senhor implacável vem e me prova o contrário?
Esse outro alguém que surgiu não se sabe de onde e que, na verdade, sempre esteve ali, apenas não conseguia transpassar a barreira que impus entre nós dois.
Não sei se é a espontaneidade própria da idade ou se o jeito meigo de ser e lidar comigo.
O que sei é que ele rachou a redoma e se aproximou de mim.
Acabou se tornando o primeiro com quem fiquei numa balada e lidei com isso melhor do que imaginei que lidaria.
Acho que nem todos conseguem lidar com esse meu jeito tímida de ser, ele vem com jeitinho e aquele sorriso de quem não está fazendo nada demais e afinal não está mesmo.
Falar que eu consigo ficar com quem eu não conheço ainda não dá e acredito que nunca dará, mas pelo menos agora posso ter com um amigo alguns bons momentos, sem grandes expectativas e realmente... puxa... ah...
Que coisa boa é ser tratada com carinho e ser mais que uma pegada numa balada.

domingo, 24 de agosto de 2008

"Pega mas não se apega"


Sou uma garota à moda antiga.
Acho isso horrível, mas sou mesmo.
Não consigo mudar.
Não consigo sair para a balada, ficar "alta" e cair no pega mas não se apega.
Não dá para mim.
Fui comprometida num relacionamento falido durante muito tempo e mesmo depois de completamente solteira, logo me vi apaixonada pelo meu melhor amigo e não conseguindo de jeito nenhum ser a garota baladeira que agora esperavam de mim.
Minhas amigas dizem que saem pela noite e ficam com dois ou três, que no carnaval ficaram com mais de trinta em poucos dias e eu fico abismada. Não por pensar mal delas, muito pelo contrário, mas por elas fazerem parecer tão fácil e eu não simplesmente não conseguir.
Sou um poço de timidez, fato que agrava ainda mais a situação.
Um amigo diz que vai me embebedar e me jogar num "pancadão" para ver o que acontece.
O pior foi a minha cara ao perguntar para ele o que era pancadão. rsrs
Também não sabia o que era micareta, festa do pijama, festa do cachorro louco. kkk
E continuo sem ter feito nenhuma dessas coisas.
Costumo brincar que preciso de consultoria urgente.
Minhas amigas respondem brincando que farão uma apostila e um amigo diz que me dará aulas práticas.
Sinceramente?
Não sei como lidar com esse mundo doido.
Não sou nada como as outras garotas e parece que hoje os caras querem esse tipo de garota que não consigo ser.
Eu juro que tento, mas não consigo.
Não sei ir para a balada e ficar com mais de três, não fico nem com um.
É estranho sair beijando quem eu nunca conheci antes.
É horrível não saber as músicas que ele gosta, o que faz nas horas vagas, se é ou não um cara legal.
Isso não significa que eu vá me casar com o primeiro que me beijar, mas também não dá para ser essa coisa tão fria, apesar de parecer quente. É distante.
De repente você pode beijar o cara que seria perfeito para você e sair beijando o próximo sem nunca mais ouvir falar do outro. Ou pode beijar um cara que é completamente oposto do tipo de pessoa com quem você conversaria.
Ah... Meu melhor amigo diz que eu complico demais as coisas, que me apego demais as pessoas, que deveria sair só para curtir.
Eu acho que complico um pouco sim.
É que não vejo graça em sair beijando vários por aí se eu já sei exatamente quem eu gostaria de beijar.
Muitos pensam que eu não sei o que é aproveitar a vida que eu deveria sair beijando sapos até encontrar meu príncipe.
Não acredito nisso não, mesmo porque eu não acredito em príncipe encantado. Quem eu quero é um sapo mesmo, um sapo específico, mas ainda assim um sapo.
Fazer o que?
Eu prefiro uma longa conversa, rir e fazer rir, contar momentos do meu dia, ouvir o dia dele, brigar também porque eu sou difícil de se lidar, se entender depois porque no fim ele me conhece bem demais e sabe sou desse jeitinho mesmo.
Prefiro tudo isso, a intimidade enorme que tem entre a gente mesmo que eu, infelizmente, talvez nunca o beije, do que sair por aí tendo a tola intimidade com um total estranho.
Como disse no início, sou uma garota à moda antiga.
Quero mais que a pegação da balada. Isso não combina comigo.
Quero o carinho, a troca de olhares quando só vocês entendem a situação, quero o abraço apertado quando se está carente sem a chance de rolar a mão boba(ela tem a sua hora e não é quando você está parecendo a gata borralheira com a maquiagem toda perdida no meio das lágrimas). Quero a cumplicidade de reconhecer na outra pessoa um porto seguro, mesmo que você nem precise de um, que seja autosuficiente e blá blá blá, mas quer saber que ainda que não precise dele para resolver os seus problemas, ele estará lá e te garantirá que tudo terminará bem.
Quero a pegação da balada também, mas ciente de que a balada pode ser qualquer lugar e qualquer hora, mas ele... Ah... ele só pode ser um e não adiante discordar, a praga do seu coração é teimoso e decidido.

Ah... Talvez um dia alguém entenda esse meu jeito maluco de ser.
Se tudo sair como eu pretendo, ele vai entender.
O único problema é que o danado é tão teimoso quanto eu.